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Com saída de Mattar e Uebel, sete já deixaram equipe econômica desde o ano passado

11 de de 2020 às 23:19:20

Ainda na transição, Bolsonaro disse que daria 'carta branca' a Paulo Guedes para montar pasta. Secretários de Desestatização e Desburocratização pediram demissão nesta terça. Guedes anuncia que secretários de Desburocratização e Desestatização pediram para deixar os cargos A equipe econômica montada pelo ministro Paulo Guedes e empossada em janeiro de 2019, no início do governo Jair Bolsonaro, já passou por pelo menos sete trocas em cargos estratégicos até esta terça-feira (11). No início da noite, Guedes informou que pediram demissão os secretários especiais de Desestatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. O ministro classificou o momento como uma "debandada" e disse que os secretários se mostraram insatisfeitos, respectivamente, como o andamento do programa de privatizações e da reforma administrativa. Apesar disso, disse Guedes, o governo vai "avançar com as reformas". ANA FLOR: Cansaço com demora na agenda econômica causa baixas e enfraquece Paulo Guedes Demissões anteriores A primeira baixa na equipe de Guedes ocorreu em junho de 2019, apenas seis meses após a posse do governo Jair Bolsonaro. O então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, entregou carta de demissão a Paulo Guedes após sofrer críticas públicas de Jair Bolsonaro. O presidente chegou a dizer que Levy estava com a "cabeça a prêmio", e que não via lealdade na gestão do economia. Três meses depois, em setembro, o então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi demitido após polêmica em um assunto que segue indefinido: a reforma tributária e a possibilidade de criação de um imposto sobre transações eletrônicas, similar à antiga CPMF (imposto do cheque). Em junho deste ano, o secretário do Tesouro Mansueto Almeida anunciou que havia pedido para deixar o cargo. A exoneração foi publicada em julho e, nesta segunda (10), a assessoria do banco privado BTG Pactual informou que Almeida será economista-chefe da instituição a partir de janeiro. Em 24 de julho, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, pediu a Bolsonaro e Guedes para deixar o cargo. Em nota, o banco afirmou que o pedido foi feito "entendendo que a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário". Dois dias depois, o diretor de programas da Secretaria de Fazenda, Caio Megale, também acertou a saída do governo. Da lista, Mansueto Almeida foi o único a assumir o cargo antes da chegada de Paulo Guedes. O economista se tornou secretário do Tesouro na gestão Michel Temer, e foi mantido no posto após a sucessão presidencial. Houve ainda uma oitava troca, desta vez não relacionada a disputas ou insatisfações no cargo. O ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, deixou o cargo após ser eleito para comandar o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics. 'Carta branca' Ainda durante a transição de governo, em novembro de 2018, Bolsonaro disse que havia dado "carta branca" a Guedes para montar a equipe econômica. "Eu estou dando carta branca a ele. Tudo que é envolvido com economia é ele que está escalando o time. Eu só, obviamente, e ele sabe disso, estamos cobrando produtividade. Enxugar a máquina e buscar, realmente, fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população", declarou Bolsonaro.

Lucro da BR Distribuidora cai para R$ 188 milhões no segundo trimestre

11 de de 2020 às 23:15:23


Pandemia do coronavírus impactou o volume de venda e os preços praticados. A BR Distribuidora reportou nesta terça-feira (11) lucro líquido de R$ 188 milhões no segundo trimestre, queda de 37,7% na comparação com o resultado do mesmo período do ano anterior, com a pandemia de coronavírus impactando o volume de vendas e os preços. A maior distribuidora de combustíveis do Brasil registrou lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado de R$ 816 milhões no segundo trimestre, aumento de 61,3% na comparação anual, com o efeito positivo de uma recuperação de crédito de PIS/Cofins, que somou R$ 376 milhões. BR Distribuidora Divulgação/Petrobras A receita líquida caiu 38,1%, para R$ 14,9 bilhões, na esteira de um recuo do volume de vendas de 21,7% ante o segundo trimestre do ano passado, para 7,8 bilhões de litros. "O segundo trimestre de 2020 foi marcado principalmente pela redução de volumes vendidos e ainda pelo efeito das reduções nos preços dos derivados de petróleo ocorridas até abril, que resultaram no expressivo ajuste na marcação de nossos estoques", disse a companhia. Houve redução de vendas de 26,1% dos combustíveis do Ciclo Otto (gasolina e etanol) e de 13,6% no diesel no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas de combustíveis de aviação despencaram 82,3%. Na comparação com o primeiro trimestre, o volume vendido caiu menos (-14,8%), à medida que houve flexibilização de algumas regras de isolamento social, com o Ciclo Otto recuando 16,6%. Contudo, os produtos de aviação ainda apresentaram perda expressiva (-82%). A companhia informou que "continua a observar uma gradual recuperação dos volumes vendidos, o que tem acompanhado a contínua retomada da circulação de pessoas, em especial em algumas das principais metrópoles do país". As vendas médias diárias de diesel em junho foram 5% superiores à média do período imediatamente anterior à crise (de janeiro até 21 de março), enquanto a demanda dos combustíveis do Ciclo Otto foi 12% inferior na mesma comparação. A empresa ainda destacou que as despesas operacionais tiveram redução de 27,4%, para R$ 735 milhões, principalmente em função de menores gastos com pessoal (menos R$ 156 milhões), com fretes (menos R$ 33 milhões) e operações e logísticas (menos R$ 22 milhões). O endividamento bruto da companhia alcançou R$ 9,2 bilhõesmno segundo trimestre, alta de 49,6%, principalmente devido a maiores captações de "caráter precaucional" por causa da pandemia de Covid-19.