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Aneel propõe pagamento de R$ 19 bi por consumidores para Conta de Desenvolvimento Energético

01 de Dezembro de 2020 às 23:37:20

Montante vale para 2021, e proposta será submetida a consulta pública até 17 de janeiro. Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) banca gastos com ações e subsídios. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs nesta terça-feira (1º) o pagamento de R$ 19,83 bilhões pelos consumidores, em 2021, para ações e subsídios concedidos pelo governo no setor de energia. A proposta será submetida a consulta pública até 17 de janeiro do ano que vem. O valor proposto pela Aneel é referente ao orçamento de 2021 da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para pagar ações e subsídios como desconto para consumidores de baixa renda e desconto para quem faz irrigação. O valor proposto pela agência representa queda de 1,36% em relação ao montante pago pelos consumidores em 2020. Conta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira, decide Aneel Projeções para 2021 Apesar da redução, a previsão da agência é que as despesas da CDE sejam 10% maiores em 2021, passando de R$ 21,912 bilhões para R$ 24,101 bilhões. Entre os itens que a Aneel prevê alta está o custo da tarifa social, que deve passar de R$ 2,661 bilhões para R$ 3,499 bilhões (alta de 32%). O custo para garantir o fornecimento de energia nos sistemas isolados, como o estado de Roraima, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), deve aumentar de R$ 7,489 bilhões para R$ 7,855 bilhões. Nova fonte de recursos Parte do aumento da despesa foi compensada pela inclusão, entre as receitas da CDE, recursos de programas de pesquisa e desenvolvimento e de eficiência energética. A nova fonte de recursos foi fixada em uma medida provisória de setembro desse ano. A previsão é que os recursos vindos dos fundos de pesquisa e desenvolvimento somem R$ 2,273 bilhões em 2021.

Bolsas dos EUA mantêm escalada e fecham com recordes

01 de Dezembro de 2020 às 23:33:38


Nasdaq e o S&P 500 alcançaram novos recordes em um mercado otimista sobre as vacinas contra o novo coronavírus. Bolsa de Nova York (NYSE), nos EUA Brendan McDermid/Reuters As Bolsas dos EUA mantêm tendência de alta, após encerrar em novembro seu melhor mês desde 1987, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 alcançaram novos recordes em um mercado otimista sobre as vacinas contra o novo coronavírus e um potencial plano de ajuda econômica nos Estados Unidos. O S&P 500, em alta de 1,13%, fechou com um recorde de 3.662,45 pontos, o segundo em duas semanas. O Nasdaq ganhou 1,28%, a 12.355,11 unidades. O Dow Jones subiu 0,63%, a 29.823,92 unidades. Na segunda-feira (30), apesar de ter fechado com uma leve baixa, Wall Street encerrou seu melhor mês em 33 anos, com os três principais indicadores com altas de dois dígitos: +11,8% para o Dow Jones e o Nasdaq, +10,8% para o S&P 500. O impulso se explica sobretudo pelas notícias positivas sobre as vacinas contra o novo coronavírus, a maior incerteza no plano político após a definição das presidenciais americanas, e expectativas de uma reativação econômica. Nesta terça, "o otimismo persistente sobre os avanços nas vacinas e os vários informes positivos sobre manufatura, contribuíram para estende ro impulso aos setores economicamente sensíveis" à pandemia, destacaram os analistas da Schwab, em alusão a setores tradicionais mais castigados do mercado este ano. O mercado também soma esperanças sobre um novo pacote de ajuda nos Estados Unidos. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta terça sua equipe econômica, com a qual prometeu liderar uma recuperação em "tempos difíceis" da pandemia e afirmou que "a ajuda está a caminho". O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, tem prevista uma reunião por telefone com a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, informou o funcionário à imprensa antes de entrar em uma audiência no Congresso, na qual também compareceu o presidente do Fed, Jerome Powell. Biden fez um apelo ao Congresso para que aprove um "robusto" pacote de ajuda diante das necessidades que são "urgentes", após semanas de estagnação das negociações entre democratas e republicanos. Os dois campos diferem sobre a quantia de um eventual plano de ajuda e aonde deve ser encaminhado.