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Petrobras faz importação adicional de gás de cozinha e reduz preço em 10%

30 de Março de 2020 às 21:19:55


Estatal anunciou a compra de 20 milhões de quilos, ou o equivalente a 1,6 milhão de botijões de cozinha, para reforçar o abastecimento do país. A Petrobras informou nesta segunda-feira (30) que contratou a importação adicional de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), num momento em que consumidores em alguns pontos do país realizaram uma corrida às compras do chamado gás de cozinha, em meio a preocupações com a oferta devido a medidas de controle do coronavírus. A Petrobras anunciou a importação de três navios carregados com GLP, cada um com capacidade de 20 milhões de quilos, ou o equivalente a 1,6 milhão de botijões de cozinha, para reforçar o abastecimento do país, segundo nota da companhia. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 O primeiro navio está programado para chegar nesta segunda-feira, enquanto os outros dois em 6 e 10 de abril. A petroleira destacou, dessa forma, que "não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população". O ponto mais crítico sofrido com atraso na reposição do produto para a venda nos últimos dias foi o município de São Paulo, onde as compras chegaram a subir 20%, segundo cálculos do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). Segundo o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, a situação deverá ser totalmente normalizada em uma semana, no máximo. "A gente não percebe um aumento do consumo de GLP, a gente percebe neste momento uma antecipação de compra", disse Bandeira de Mello à Reuters, destacando que estão sendo realizadas campanhas para estimular o consumo consciente e solidário durante o período de isolamento social. Comportamento e preços Bandeira de Mello pontuou que agentes do setor de GLP haviam se preparado para enfrentar o atual momento de combate ao coronavírus e garantiu que toda a logística necessária para o abastecimento está funcionando normalmente. Atualmente, 96% dos lares brasileiros consomem gás de cozinha, acrescentou. O presidente do Sindigás disse ainda que cálculos preliminares feitos por distribuidoras indicaram que não haverá um aumento importante do consumo de GLP no Brasil durante o período de isolamento social para o combate ao novo coronavírus, apesar de uma possível mudança no perfil do consumo. Isso porque enquanto as residências podem elevar o consumo de GLP, com uma presença maior das pessoas em casa, indústria e comércio devem reduzir sua demanda. Preço menor Em paralelo, a Petrobras reduzirá em 10%, para R$ 21,85, o preço médio do botijão de 13 kg de GLP, utilizado em residências, a partir de terça-feira. No acumulado do ano, a redução é de cerca de 21%. "A Petrobras conta com as distribuidoras e revendedores para que essas reduções do preço do botijão de gás cheguem até o consumidor final", disse a empresa em nota. À Reuters, Bandeira de Mello destacou que está pedindo aos consumidores que denunciem qualquer tipo abuso de preços para que as medidas necessárias possam ser tomadas.

Bolsas dos EUA avançam por salto de ações do segmento saúde

30 de Março de 2020 às 21:07:30


Investidores procuraram ativos baratos e que podem resistir ao impacto na economia dos esforços para conter a propagação do coronavírus. As ações dos Estados Unidos avançaram nesta segunda-feira (30), lideradas em parte pelas ações de assistência médica, enquanto os investidores procuravam ativos que ficaram baratos e que podem resistir ao impacto na economia dos esforços para conter a propagação do coronavírus. O Dow Jones Industrial Average avançou 3,19%, para 22.327,48 pontos, o S&P 500 valorizou 3,35%, para 2.626,65 pontos e o Nasdaq Composite ganhou 3,62%, para 7.774,15 pontos. O setor de saúde da S&P avançou 4,67%, em parte devido a ganhos da Johnson & Johnson e do AbbotLaboratories. A Johnson & Johnson valorizou 8% com os planos do governo dos EUA de ajudar a financiar a criação de uma capacidade de fabricação suficiente para sua vacina contra o coronavírus, atualmente em desenvolvimento. Wall Street Lucas Jackson/Reuters O Abbott Laboratories valorizou 6,41% depois de obter a aprovação dos EUA para um teste de diagnóstico para o Covid-19. Com a assistência médica, o setor de tecnologia também cresceu mais de 4% ao dia, com as ações da Microsoft saltando mais de 7%, o maior impulso do S&P 500. O auxílio e a flexibilização de políticas do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), de US$ 2,2 trilhões, auxiliaram as ações a recuperarem parte de suas perdas na semana passada, com o S&P 500 registrando seu maior ganho percentual semanal em mais de uma década e o Dow Jones registrando o melhor desempenho semanal desde 1938, mesmo depois de cada um ter recuado mais de 3% na sexta-feira. Cada um dos três principais índices de Wall Street permanecem em queda de mais de 20% em relação às altas de fevereiro, mas os investidores, agora, estão tentando avaliar os danos econômicos e identificar quais empresas estarão em terra firme quando a economia começar a acelerar. "Você está procurando uma maneira de entrar novamente no mercado com ações que lhe darão a oportunidade de participar", disse Phil Blancato, CEO da Ladenburg Thalmann Asset Management em Nova York. "Você olha para algumas delas e diz que há uma oportunidade para eu comprar boas empresas com balanços fortes que, por outro lado, devem produzir". Seguindo-se ao massivo pacote de estímulo fiscal da semana passada, o presidente Donald Trump estendeu suas diretrizes para ficar em casa, deixando os investidores à espera de mais sinais sobre os próximos estágios de uma crise econômica cada vez mais profunda. Isso está convencendo poucos de que o pior da mais dramática queda de uma década acabou, e o indicador do medo de Wall Street, que prevê volatilidade futura, ainda está no nível mais alto desde a crise financeira de 2008.